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Conheça mais três mulheres que fizeram história com sua luta em prol do meio ambiente

A consciência ambiental não é exclusividade do gênero feminino, mas a relação entre mulheres e sustentabilidade é inegável. Conheça mais três exemplos inspiradores neste post.

No post anterior, mostramos que é possível afirmar que a consciência ambiental é inerente às mulheres. Não apenas por conta de nossa íntima relação com a natureza, mas também por conta de nossa luta em prol de um mundo melhor.

Em toda história e em cada lugar, existiu e existem exemplos de mulheres que serviram de inspiração para a luta e a tomada de consciência sobre a importância de cuidarmos melhor deste planeta, seja a partir de uma comunidade, de uma cidade, de um país inteiro ou até mesmo no mundo virtual.

No último post, que você pode ler aqui, contamos um pouco sobre o trabalho da ativista ambiental e influenciadora digital Nicole Berndt, da arquiteta Fernanda Adiers e da precursora do movimento ecofeminista, Vandana Shiva. Agora, queremos apresentar, caso você ainda não as conheça, mais três exemplos de mulheres que reforçam a teoria de que o feminino e a sustentabilidade são praticamente uma coisa só.

Da Áustria para o Brasil, a mãe da agroecologia brasileira

Ana Primavesi. Se você nunca ouviu falar deste nome, pare esta leitura, faça uma rápida pesquisa no Google e seja bem-vindo ao fã clube. Impossível não se impressionar com a história dessa austríaca de 98 anos que chegou ao Brasil quando tinha 25. Formada em agronomia, Ana Primavesi foi a primeira estudiosa a falar sobre a importância do solo – do seu correto cuidado e proteção – para o sucesso da agricultura.

E exatamente por saber que o solo é vivo e precisa ser cuidado, evitando o uso de agrotóxicos, por exemplo, é que ela se tornou uma das pioneiras na defesa da agroecologia, a forma de plantio aliada à proteção do solo, dos mananciais de água, do ar e de toda biodiversidade, além de uma produção ética, tanto economicamente quanto socialmente.

Segundo a autora do livro biográfico “Ana Maria Primavesi, histórias de vida e agroecologia”, Virgínia Knabben, a agrônoma foi muito atacada pela academia por conta de sua defesa do solo. “Quanto mais defendia a vida do solo, ou mais didáticos eram suas palestras e livros, mais era acusada de não ser científica”, escreveu. Mas essa oposição jamais deteve a mulher que ainda hoje é símbolo da luta por uma agricultura mais sustentável.

A  mulher que abriu os olhos do mundo para a regulamentação dos agrotóxicos

Assim como Ana Primavesi, a americana Rachel Carson, já falecida, foi fundamental para a luta em defesa da agricultura sustentável e da tomada de consciência ambiental. Bióloga marinha, ela pesquisou sozinha os efeitos dos pesticidas despejados na natureza pela indústria química e foi a primeira a chamar a atenção para o perigo deles.

As pesquisas de Carson resultaram no livro “Primavera Silenciosa”, lançado em 1962 e que se tornou obra-prima na luta em defesa do meio ambiente. Basicamente, a americana mostrou o impacto causado na natureza de defensivos químicos usados em plantações. A obra, como era de se esperar, revoltou a indústria e foi bastante combatida pelos fabricantes de agrotóxicos. Mas ajudou o mundo a abrir os olhos para a necessidade de regulamentação desses produtos, até então inexistente.

Foi a partir do grande debate formado com o lançamento de Primavera Silenciosa que os Estados Unidos criaram a sua Agência de Proteção Ambiental (EPA) e proibiram o uso de DDT, um dos mais usados agrotóxicos da época. No Brasil, o também chamado “defensivo agrícola” só foi proibido em 2009.

A adolescente que faz greve em defesa de um futuro melhor para o planeta

“Não vivemos aqui pedir aos líderes do mundo que se importem. Vocês nos ignoraram no passado e vão continuar ignorando. Esgotamos as desculpas e estamos esgotando o tempo. Vivemos aqui para dizer que a mudança vai chegar, quer vocês gostem ou não. O verdadeiro poder pertence ao povo”.

Foi com essas palavras que a sueca Greta Thunberg, de 15 anos, encerrou seu discurso na Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas (COP 24), realizada em dezembro do ano passado.  Se você acompanha notícias sobre sustentabilidade e meio ambiente, já deve ter ouvido dela. Em 2018, Greta começou o movimento Greve de Escola pelo Clima, argumentando que nada adianta ir à escola se não houver futuro para ela.   Toda sexta-feira, ela falta aulas e vai para a frente do parlamento sueco protestar.

No começo, ia sozinha, com o apoio dos pais. E não demorou muito para que sua luta solitária começasse a chamar atenção. No sexta-feira de 15 de março, o movimento reuniu nada menos que um milhão de crianças e adolescentes em mais de 120 países. Todos protestando contra a demora dos governos em tomar medidas para evitar que as mudanças climáticas afetem o futuro deles. Sem dúvida, é uma revolução que não tem prazo para acabar, ao menos se depender de Greta e dos jovens que a seguem.

Gostou de conhecer algumas mulheres impressionantes? Temos certeza que sim! Por isso, recomendamos compartilhar este texto nas suas redes sociais para que seus amigos também possam conhecê-las.

 

AUTHOR

Ciléia Pontes

All stories by: Ciléia Pontes

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